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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Carta Aberta a Jô Moraes

Olá , tudo bem?

Sei que provavelmente um assessor seu irá ler essa mensagem e, ou irá descartá-la, ou fingir que respondeu em seu nome. Enfim, gostaria de receber no mínimo um contato seu, por telefone ou email com explicações.

Nas eleições passadas eu fui um dos seus eleitores, com mais de 105mil você pode não se importar com meu pensamento, mas acredito que o mínimo que devo fazer é mostrar meu descontentamento com sua postura no congresso.

Sei que você segue as diretivas do seu partido, mas não pude deixar de notar que você foi um dos deputados que votou A FAVOR do aumento absurdo dos seus PRÓPRIOS SALÁRIOS.

Já é um absurdo a quantidade de benefícios que vocês recebem e, num país onde discuti-se se o salário mínimo deve ser R$540 ou um pouco mais, um aumento de 60% no seu próprio salário é uma vergonha.

Sinceramente, você me envergonhou com essa atitude. Esse aumento deve ser revisto e modificado. Num país onde há PROFESSORES ganhando R$440 de salário, receber R$26mil é um absurdo.

Leia esse texto e pense no que deve ser feito:
http://www.blog.raphaelcangucu.com/2011/01/troque-01-parlamentar-por-344-professores/

O bolo tem que ser fatiado entre os mais pobres, mas parece que a preocupação de vocês é garantir o que é seu e ignorar o resto da população.

Espero que essa mensagem não seja ignorada.

Leonardo da Mata - Morador de Belo Horizonte

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Escrevendo em Portugues no Notebook da Inglaterra

Se você comprou um notebook na Inglaterra e precisou de utiliza-lo para digitar textos em português, percebeu que o mapa de teclado é configurado para um padrão totalmente diferente.

Para resolver esse problema, criei um mapa de teclado personalizado usando o Microsoft Keyboard Layout Creator e coloquei nessa página: http://code.google.com/p/ptbr2uklayout/

Esse é o mapa de teclado que permite toda a acentuação pt-BR de ser feita num teclado padrão UK, ou United Kingdon, ou Inglaterra. Enfim, baixe e instale em seu computador com Windows.

O próximo passo é gerar o mapa de teclado para o Linux.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Inundações em São Paulo

Pra quem não sabe, moro em BH e estou longe de ser um conhecedor da cidade de São Paulo. Mas nos últimos meses eu tenho olhado vários e vários imóveis para comprar, estou procurando uma casa.

Nessa minha busca por imóveis, pude notar que 90% dos proprietários não se importam em manter o espaço do terreno sem cobertura para evitar a hipermeabilização total do solo. A primeira providência de um proprietário quando o "Habite-se" sai é cimentar qualquer faixa de terra no terreno para fazer uma área de churrasco.

Isso não é uma atitude somente dos proprietários não, os corretores de imóveis incentivam esse tipo de comportamento, bem como os construtores.

Pra quem não entendeu o objetivo disso, só tenho 1 coisa a dizer, nós mesmos somos os responsáveis pelas enchentes! Quando você aceita que seu condomínio cubra o solo de tal forma que, toda a água tenha que ser escoada para as redes pluviais, você está ajudando na hipermeabilização do solo, e consequentemente no aumento da probabilidade das enchentes.

No final das contas, isso comprova a tese de que "se não é comigo, foda-se", mas como a falta de educação impera, os donos dos imóveis vão continuar cobrindo os terrenos.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Quando o carater vale mais do que a competência

Acho que todos sabem da minha vontade de trabalhar no Google. Pode ser porque lá as pessoas ganham mimos o tempo todo, ou porque tá na moda trabalhar lá, mas fato é que depois que fiz estágio em Moutain View, fiquei empolgado com a ideia de trabalhar numa empresa que faz a diferença na Internet.

Essa semana tive uma supresa sobre o Google, mais especificamente o Google Brasil. Descobri que um conhecido meu está trabalhando lá. Conheci esse sujeito a muito tempo atrás, e nas idas e vindas da vida, percebi que o principal traço do seu carater é o preconceito (tá certo, isso pode ser preconceito meu, ele pode ter mudado, mas fiquei com vontade de desabafar). As escolhas que ele fez na vida mostraram que o mais importante sempre foi sua própria opinião, mesmo que contraditória. O desprezo a outras pessoas com opiniões diferentes era evidente, chegando ao ponto de ridicularizar a atitude dos outros.

Em outro momento ele enganou um dos meus amigos que ajudara na organização de um evento. Esse meu amigo emprestou uma grana para ele e ele demorou anos para devolver a grana. O mais chato é que esse cara sempre teve grana pra pagar, pois organizava outros eventos e fazia compras esbanjando, mas sempre arrumava uma desculpa para não pagar. Depois de anos o dinheiro foi devolvido.

Ele pode ser extremamente competente no que faz, mas duvido muito do seu carater. Não sei até que ponto o Google cuida das suas escolhas, acho que a competência é extremamente importante, mas somente talentos não fazem um bom ambiente de trabalho.

Espero que seja somente mais um preconceito meu, e que eu descubra que não passa de inveja minha, pois minha competência ainda não foi suficiente para satisfazer minha vontade.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Viagem do Azeredo

Mais sobre o projeto "bacana" do Azeredo:
http://tuliovianna.wordpress.com/2009/05/17/o-que-ha-de-errado-com-o-projeto-azeredo/

Reprodução do texto:

"Uma rápida síntese das críticas que fiz ao Projeto de Lei de Crimes informáticos no debate de sexta-feira com o Sen. Azeredo:

1. Crimes informáticos NÃO são crimes contra a incolumidade pública. Crimes contra a incolumidade pública têm como nota característica a indeterminação do alvo, podendo gerar perigo comum a um número previamente incalculável de pessoas ou coisas não individualmente indeterminadas (Cf. HUNGRIA, v.IX, p.10). São exemplos de crimes contra a incolumidade pública: incêndio (art.250 CP), inundação (art.254 CP), epidemia (art.267 cp), etc. Crimes informáticos são crimes contra a privacidade e devem ser colocados entre os crimes contra a liberdade individual, como por exemplo violação de domicílio (art.150 CP), violação de correspondência (art.151 CP) e divulgação de segredo (art.153 CP).

2. O novo art.285-A proposto pelo projeto Azeredo exige para a tipificação do crime de acesso não autorizado a sistemas computacionais que haja “violação de segurança”, protegendo apenas computadores com “expressa restrição de acesso”, o que NÃO é o caso da maioria dos computadores dos usuários comuns. Se o usuário não manifestar EXPRESSAMENTE sua vedação ao acesso por parte de terceiros (como isso seria feito, não me perguntem…), o crime não existirá.

3. A pena prevista para o acesso não autorizado é de 1 a 3 ANOS de prisão, completamente desproporcional aos demais artigos do Código Penal. Compare-a, por exemplo com a pena da violação de domicílio que é de 1 a 3 MESES. O legislador pune com muito maior rigor a violação de um computador que a violação de um domicílio. Desnecessários maiores comentários.

4. Os arts.285-A, 154-A, 163-A, 339-A trazem um parágrafo único que estabelece um aumento de sexta parte da pena, caso o usuário use nome falso para a prática do crime, o que, por óbvio, inviabilizaria a aplicação da pena mínima já que certamente ninguém será suficientemente tolo a ponto de usar seu nome verdadeiro para a prática de crime.

5. O art.16 define como “dispositivo de comunicação” qualquer meio capaz de processar, armazenar, capturar ou transmitir dados utilizando-se de tecnologias magnéticas, óticas ou qualquer outra tecnologia. São, portanto, dispositivos de comunicação, para o legislador: disco rígido, CD, DVD, pen-drive, etc. Terrível!

6. O art.21 exige que o o provedor de acesso armazene por 3 anos os dados de endereçamento de origem, hora e data da conexão efetuada, o que, na prática, equivale a inviabilizar completamente a existência de redes wifi abertas, dificultando a inclusão digital e violando a privacidade dos usuários que terão seus dados de conexão à Internet rastreados pelos provedores de acesso, em nítida violação ao art.5º, X, da Constituição da República. Além disso, a medida é ineficaz, pois criminosos experientes poderiam usar técnicas para camuflar seus rastros.

7. A convenção de Budapeste foi criada e pensada na Europa para tutelar os interesses de países ricos que possuem imensa quantidade de produção intelectual protegida pelos direitos autorais. Não há qualquer razão plausível para o Brasil aderir a esta convenção que, por óbvio, não foi encampada por China, Rúsisa, Índia, Argentina e outros países em desenvolvimento.

8. O principal argumento do senador para sustentar a necessidade de aprovação do projeto de lei é o aumento das fraudes bancárias na Internet, o que gera um alto custo para os bancos. Não será vigiando os usuários, porém, que se evitará as fraudes, pois os sistemas de segurança dos bancos são bastante rudimentares e inseguros. Se o problema são as fraudes bancárias, sugeri ao senador que ele propusesse uma lei CIVIL obrigando os bancos a adotarem a assinatura digital como tecnologia de segurança para o acesso a transações bancárias, o que inviabilizaria praticamente 100% das fraudes bancárias de que temos notícia hoje em dia, sem necessidade de qualquer lei penal. Os bancos atualmente não adotam a assinatura digital, pois é mais barato para eles arcarem com os eventuais prejuízos de fraudes de seus clientes do que com os custos da assinatura digital para todos os usuários (claro que, nesta análise econômica, eles desconsideram os transtornos causados aos clientes).

9. Outro argumento do senador em defesa de seu projeto é a “pedofilia na Internet”. Argumentei, no entanto, que o problema da pedofilia não é virtual, mas real e qualquer política séria (e não midiática) de combate a ela deve ser efetivada onde os estupros destas crianças estão ocorrendo. Não se leiloam virgindades de crianças às escondidas, pois evidentemente é necessário o mínimo de publicidade para que os eventuais interessados possam comparecer ao local para dar seus lances. Aliás, basta andar à noite nas ruas das grandes cidades brasileiras, especialmente nas turísticas, para perceber que o combate à pedofilia deve começar nas ruas e não na Internet, pois são lá que as fotos são tiradas. Pedofilia não é um crime informático; é um crime sexual praticado fora da Internet e é lá que ele deve ser combatido.

10 Em síntese, a lei é ineficaz, pois enquanto não for adotada a assinatura digital as fraudes bancárias continuarão acontecendo e enquanto a polícia não for à rua para combater a pedofilia, os estupros de crianças continuarão ocorrendo. Por outro lado, a lei dificulta a inclusão digital, pois inviabiliza as redes wi-fi abertas e invade a privacidade dos usuários da Internet ao obrigar o armazenamento de seus logs por 3 anos, o que poderia facilmente ser camuflado por um criminoso informático experiente."

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Enem e vestibular, criaram um monstro

Bom, simplificar e unificar a forma de entrada nas Universidades do país é muito importante. Cada vestibular tinha uma forma e isso confundia a cabeça dos alunos. Além de obriga-los a fazer inúmeras provas.

Agora, usar o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) como critério, acredito que seja um erro. A parcela de alunos que prestam vestibular, mas que não estão mais no ensino médio é enorme. Ou seja, um Exame criado para avaliar a qualidade do ensino médio, será usado para avaliar a qualidade dos alunos. Houve uma inversão de valores.

Imagine uma pessoa com Doutorado, que resolve fazer vestibular para um novo curso superior, o que essa pessoa tem a ver com a qualidade do ensino médio? NADA!

O remendismo do Brasil, o famoso jeitinho, está falando mais alto mais uma vez.

http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_22/2009/05/15/em_noticia_interna,id_sessao=22&id_noticia=110537/em_noticia_interna.shtml

quinta-feira, 7 de maio de 2009

"Estou me lixando para a opinião pública", diz relator de processo do castelo

"Brasília – O deputado Sérgio Moraes (PTB-RS), relator no Conselho de Ética do processo contra o deputado Edmar Moreira (sem partido-MG), o dono do castelo de R$ 25 milhões no interior de Minas, está disposto a enterrar as denúncias e abriu uma crise no colegiado. O petebista disse quarta-feira, logo no começo dos trabalhos do Conselho de Ética, que não conseguiu encontrar indício que aponte para quebra de decoro parlamentar por Edmar ter utilizado a verba indenizatória em benefício próprio.

Sérgio Moraes foi além. Classificou de trabalho da imaginação a principal acusação formulada pela Corregedoria da Câmara: a de que o parlamentar mineiro não conseguiu comprovar a prestação dos serviços de suas empresas de segurança privada. “A acusação imaginou que pode não ter sido prestado o serviço. Eu posso imaginar que foi prestado”, afirmou o relator. Pela sua lógica, os funcionários de Edmar vão dizer que o serviço foi prestado e ele terá de acreditar neles, simples assim. “Qualquer um pode dar uma nota fiscal, você pode ir a um posto e pedir uma nota sem colocar gasolina. Como eu vou saber se o serviço foi feito? ”, perguntou.

O relator também se fiou na parte central da peça de defesa de Edmar Moreira: a tese declarada pelo presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), sobre a não punição de casos anteriores à regra que tornou rigoroso o uso da verba indenizatória e proibiu a injeção dos recursos nas próprias empresas. “É uma decisão do presidente da Casa, que determinou que as normas daqui para a frente terão de ser cumpridas rigorosamente e o que passou, passou. Então, ficou só um nesse fogo cruzado, que é o Edmar Moreira”, comentou o relator, para quem o deputado mineiro ficou na condição de “boi de piranha”.

No começo da sessão de quarta-feira do Conselho de Ética para discutir qual agenda de trabalho do processo Edmar, Moraes se irritou com perguntas de repórteres sobre os motivos que o levaram a achar fracas as acusações. E em um rompante falou alto no microfone da sessão: “Não me venham dar moral, se nós formos medir a moral da imprensa com os deputados é que nós falamos e não somos escutados. E podem colocar que (sic) eu não tenho medo, não.” Antes, ao ser questionado se não tinha medo da reação da opinião pública caso proponha o arquivamento do processo, reagiu indignado: "Estou me lixando para a opinião pública. Até porque a opinião pública não acredita no que vocês escrevem".

Crítica

A posição polêmica do deputado não encontrou solidariedade em parte do Conselho de Ética. O presidente do colegiado, José Carlos Araújo (PR-BA), defendeu a seqüência do processo. O deputado Paulo Piau (PMDB-MG) criticou o colega. “Da minha parte não há nada pré-concebido”, afirmou. “Se ficar provado que não houve prestação de serviço, está clara a quebra do decoro. Se o deputado provar que houve, muito bem”, acrescentou Piau.

Moraes foi indicado relator a partir de uma comissão de sindicância do Conselho de Ética formada também por Hugo Leal (PSC-RJ) e Ruy Pauletti (PSDB-RS). O deputado do Rio de Janeiro juntou-se ao coro contrário ao petebista e lembrou que a dissidência pode apresentar um relatório em separado caso surja discordância de pontos de vista. “Tem que dar continuidade ao processo. Ele (Moraes) não pode dizer essas coisas. Isso só desmoraliza a ele mesmo, não o Conselho. Ele é só um voto, não é o conselho inteiro”, disse Leal.

Na agenda de trabalho aprovada quarta-feira, Moraes pedirá ajuda aos três últimos primeiros secretários da Casa, ele quer ter certeza se não havia proibição no passado em utilizar a verba indenizatória em benefício próprio."

Infelizmente o que conta mais é a próprio política. Essa tal imunidade parlamentar acaba com o país. Eles deveriam ser investigados e julgados como gente comum.

Um castelo daquele tamanho foi "esquecido" de ser declarado ao justiça eleitoral. Porque será?


Copiado daqui:
http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_3/2009/05/07/em_noticia_interna,id_sessao=3&id_noticia=109385/em_noticia_interna.shtml

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Identidade não se copia

Muitos criticam os atleticanos por seu apoio incondicional. O que falta é as pessoas entenderem que isso nasceu conosco!

Somos assim, idiotas para uns, mas simplesmente apaixonados.

Para quem não entende, um recorte do jornal de 1958:

quinta-feira, 19 de março de 2009

Por que a Inglaterra rejeitou a Carteira de Torcedor?

Copiado daqui: http://www.universidadedofutebol.com.br/Universidade09/Jornal/Colunas/Detalhe.aspx?id=10782

Se não melhorarem a qualidade dos estádios brasileiros, o torcedor será um animal oficialmente reconhecido pelo governo

Antes de mais nada, não acredito que o projeto da Carteira do Torcedor será implementado. A rejeição à idéia e os empecilhos técnicos e práticos são tão grandes que acho difícil que o discurso passe da sua fase retórica.

De qualquer maneira, é preciso aplaudir a intenção do Governo Federal. Pelo menos, mostram preocupação com o estado dos estádios do Brasil e com a integridade do torcedor. Tornar a ação de cambistas e os tumultos dentro do estádio em crimes, além de elevar o nível de exigência estrutural dos estádios, é salutar.

O cadastramento de torcedores, porém, pode ser um grande equívoco. E não estou dizendo isso baseado em um "achismo" qualquer ou considerando algumas variáveis soltas para a construção de um pensamento superficial. Não. Estou reproduzindo o que foi dito por um dos maiores responsáveis pela melhoria de segurança dos estádios britânicos, Peter Murray Taylor, também conhecido como "Lord Justice Taylor".

Estudos sugerem que o hooliganismo sempre existiu no futebol britânico, mas começou a ficar em maior evidência a partir dos anos 60, atingindo seu ápice em 70 e 80. A escalada de violência nos estádios do Reino Unido foi tamanha que começou a afetar não apenas os residentes locais, mas também a ter consequências para a Europa continental. Por conta disso, o hooliganismo arranhou a imagem internacional do Reino Unido, que passou a ser visto por todos como um país de violentos arruaceiros.

Não ajudou em nada a Tragédia de Heysel, uma briga generalizada entre torcedores do Liverpool e da Juventus em 1985, que resultou em 39 mortes. O problema para o Reino Unido foi que desses 39 mortos apenas um era britânico. Outros dois eram franceses, quatro belgas e, pasmem, 32 eram italianos. Foi um massacre britânico. Logicamente que o Reino Unido passou a ser mal-visto pelos seus vizinhos.

Insuflada por esse acontecimento, a primeira-ministra britânica Margareth Thatcher disse que o hooliganismo tinha se tornado “um problema crônico” na ilha. Algo precisava ser feito. E, condizendo com a sua própria ideologia da redução da liberdade individual e aumento do controle do Estado sobre o cidadão, a "Dama de Ferro" sugeriu a criação da carteira de identidade dos torcedores de futebol (National Membership Scheme) no Football Spectators Act (FSA), em 1989.

A reação da opinião pública foi imediata. O argumento principal contra a medida se baseava na crítica à ideologia da proposta, de identificar o cidadão perante o Estado. Afinal, por que o Estado precisa saber se você vai ou não a um jogo de futebol? Não fazia sentido.

Poucos meses depois da divulgação do FSA, aconteceu a maior tragédia do futebol britânico. Na partida válida pelas semifinais da FA Cup entre Liverpool e Nottingham Forest, no estádio de Hillsborough, do Sheffield Wednesday, 96 torcedores do Liverpool foram massacrados contra as grades que separavam a arquibancada do campo. A mídia tratou de achar culpados para o massacre. A culpa, dizia-se, era dos hooligans. Estava tudo fora de controle. Eles precisavam ser contidos.

Para apurar de forma mais detalhada o que de fato havia levado 96 pessoas à morte, o governo lançou uma investigação que foi conduzida pelo supracitado "Lord Justice Taylor". Ao analisar com profundidade os fatos, Taylor concluiu que o problema em si não era os torcedores, mas sim as estruturas que atendiam essas pessoas. Muito pior do que os hooligans, era a situação dos estádios britânicos. Como exigir que as pessoas possam se comportar de maneira civilizada em um ambiente que não oferece as menores condições de higiene e segurança?

Para evitar que novas tragédias como Hillsborough viessem a se repetir, Taylor elaborou um documento com uma série de recomendações, que ficou conhecido como Taylor Report. Dentre essas recomendações - que incluíam a obrigação da colocação de assentos para todos os lugares do estádio, a derrubada das barreiras entre a torcida e o gramado e a diminuição da capacidade dos estádios - estava o cancelamento do projeto da carteira de identificação dos torcedores. De acordo com Taylor, era bastante possível que a carteira de identidade viesse a aumentar o problema da violência, e não o contrário.

Além dos questionamentos sobre a real capacidade dos clubes conseguirem colocar em prática um sistema confiável de seleção de torcedores e sobre a confiança na tecnologia que seria utilizada, o argumento se baseava na idéia de que a carteira de identidade para torcedores não era uma ação focada na segurança, mas sim na violência. E as tragédias nos estádios não era uma questão de violência, mas sim de segurança. A própria polícia inglesa, que teoricamente seria a grande beneficiada com a carteira, rejeitou o projeto, que, por conta de tudo isso, foi abandonado.

E é aí que talvez resida o grande equívoco do projeto das carteirinhas do torcedor no Brasil. É lógico que o problema da violência é grande, mas muito pior é o problema da insegurança. Como exemplo, a última grande tragédia do futebol brasileiro, o buraco nas arquibancadas da Fonte Nova, só aconteceu porque o estádio estava literalmente caindo aos pedaços. Naquela situação, a carteirinha de identificação não teria salvado as vítimas. Uma melhor fiscalização nas reais condições do espaço e o fornecimento de uma estrutura apropriada para o público, certamente que sim.

É imprescindível que o Governo Federal busque maior aprofundamento para saber as reais consequências do estabelecimento da Carteira do Torcedor, sob risco de criar um monstro muito maior do que o atual.

Muitos dizem que, no Brasil, o torcedor é tratado como animal. E quem é tratado como animal, age como animal. Caso nada seja feito para melhorar a qualidade das estruturas e do serviço dos estádios do Brasil, o torcedor continuará sendo um animal, só que com uma carteirinha. Um animal oficialmente reconhecido pelo governo.

Para interagir com o autor: oliver@universidadedofutebol.com.br



Mais sobre o assunto:
http://cerveboliticos.blogspot.com/2009/03/cadastramento-de-torcedores.html

quarta-feira, 11 de março de 2009

Não ao RIO 2016

Basicamente, aconteceu corrupção demais nos jogos pan-americanos que eu não quero dinheiro público investido nisso!

http://papodehomem.com.br/especial-rio-2016-uma-candidatura-passada-a-limpo/
http://papodehomem.com.br/especial-rio-2016-uma-candidatura-passada-a-%E2%80%9Climpo%E2%80%9D-parte-ii/

O documentário da ESPN Brasil mostra muito bem a merda que está sendo feita:



São 9 partes, todas no youtube.

por isso digo, não ao RIO 2016

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

O poste venceu...

O poste venceu em Belo Horizonte. Entre o bosta, e o poste, o poste foi a "melhor" escolha. Eu anulei meu voto, porque não consegui me convencer que o passado do poste foi totalmente limpo e, ao contrário do que pensava, o bosta seria a PIOR escolha possível.

Só que votar no menos pior é triste.

Espero que as regras eleitorais sejam revistas. Algumas coisas soam extremamente autoritárias e outras são burras.

Minhas sugestões para as próximas eleições:
  • Doações podem ser recebidas, desde que o nome da empresa ou do doador e o seus CNPJ/CPFs sejam publicados no site do candidato. Dessa forma poderemos saber quem eles realmente são, e para quem eles devem "favores".
  • Propaganda poderia ser feita em qualquer meio de comunicação, incluindo a INTERNET.
  • Colunistas e comunicadores poderiam apoiar os candidatos em qualquer meio de comunicação, desde que ele coloque seu nome em letras claras. Isso favoreceria casos em que reportagens favorecendo determinado candidato seriam percebidas com mais facilidade.
  • Propagandas citando os concorrentes devem ter claramente o nome do candidato que está fazendo o ataque, mostrando aqueles candidatos que preferem mostrar os pontos fracos do adversário ao invés de mostrar seus pontos fortes.
Acredito que essas mudanças favoreceriam o processo democrático, mas não sei se os polítiticos gostariam disso.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Tas na Zona... Eleitoral

Tas, agora do CQC, antes o professor Tibúrcio do programa RáTimBum, está apresentando uma série no portal UOL chama "Tas na Zona... Eleitoral".

Nessa série ele aborda as eleições mostrando quais são as características que devem ser procuradas num candidato.

O quarto episódio da série me chamou bastante atenção, nele Tas conversa com um Doutor em Urbanismo, que fala que os candidatos tem que parar de pensar na cidade como uma empresa, a cidade não tem custo. Tudo deve ser feito na cidade para melhorar a civilização como um todo.

Os candidatos devem parar de pensar no tempo de governo e começar a pensar no tempo da cidade. 4 anos não são nada comparado com o tempo de vida das pessoas. As propostas dos candidatos tem que levar em conta o que pode melhorar a cidade do seu governo para frente, e não o que pode trazer mais votos para ele.

O vídeo: http://eleicoes.uol.com.br/2008/videos/assistir.jhtm?media=tas-na-zona-eleitoral--4-04023570C8C10326

Vale a pena ver os outros 3 primeiros também.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Afonso Paulino Assume o futebol do Galo

O famigerado Afonso Paulino, que saiu escorraçado do galo, voltou hoje como diretor de futebol.

Em sua entreveista no superesportes ele disse: “Alexandre Faria já saiu, junto com o Hissa. E ainda tem muita gente para limpar. Desde sexta-feira, já comecei a limpar”, frisou. “Dei um incentivo aos jogadores. O ar mudou. Fico feliz de ver jogadores alegres, funcionários alegres. No jogo de sábado (vitória sobre o Náutico por 2 a 1), os jogadores podem não ter jogado bem, mas correram muito. Quero que eles sejam profissionais. Nada de beijar camisa, mas profissionalismo.”

Só quero saber quem irá limpá-lo do Atlético, pois ele foi um dos que iniciou esse processo de sugar to clube e trabalhar por interesses próprios.

Que suas intenções e atitudes sejam as melhores possíveis.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Entrevista com Kalil

O Kalil montou vários times bons da história recente do galo... Falou que o time perdeu por incompetência, e não por problemas de arbitragem.

Criticou as outras diretorias, principalmente a do Ziza, falando que se ele sair, não faz diferença nenhuma.

Também falou o mesmo do Conselho Deliberativo.

Foi o único que defendeu o voto direto de associados no galo!

Mas fugiu do pau toda vez que apertaram ele, durante seu mandato. Vamos ver o que ele está bolando, porque o discurso dele é de pré-candidato a presidência do galo.

http://www.galocast.com.br/programas/kalil.mp3

Entrevista com Paulo Cury

Esse é um dos mais safados.. Conseguiu fuder tudo, e ainda transformou a Vila Olímpica, que era local de treinamento do time do galo, no famigerado Vila-AquaPark, que só trouxe prejuízo para o Galo e não foi nem concluído...

a dívida do galo com ele passou de R$1 milhão para R$30 milhões, se não me engano.

para baixar as entrevistas:

http://www.4shared.com/file/63279827/86dc0567/cury1.html


http://www.4shared.com/file/63281551/6fc21af8/cury2.html

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Galo X WRV - matéria de 29/09/2001

http://www.terra.com.br/esportes/2001/09/29/002.htm
Será mesmo que são R$21 milhoes??? O problema existe desde 2001, porque só agora o Ziza vem falar. E outra, como uma divida em Dolares é transformada em Reais?? Acho que o senhor Ziza tá fazendo é tempestade em copo d'água.. e mais, o conselho já tinha considerado essa dívida irregular, querendo responsabilizar o presidente Ricardo Guimarães... O único problema é que o estatudo do galo não permite esse tipo de responsabilização.


Atlético-MG é condenado a pagar mais de R$ 15 mi a ex-parceiro
Sábado, 29 Setembro de 2001, 01h05

Belo Horizonte - Em boa fase e prestes a marcar seu milésimo gol em campeonatos brasileiros, o Atlético-MG foi atingido nesta sexta-feira por uma bomba nos bastidores. Em uma sentença de primeira instância proferida pelo Juiz Geraldo Senra Delgado, da 24a Vara Cível da Comarca de Belo Horizonte, o clube mineiro foi condenado a pagar US$ 5,8 milhões (R$15,5 milhões) ao grupo investidor WRV Empreendimentos e Participações LTDA.

A WRV (Wálter, Roni e Vicente) é uma empresa que pertence aos donos de uma tradicional rede de supermercados da capital mineira, o EPA. Ano passado, o grupo adquiriu 60% dos passes do zagueiro Cláudio Caçapa e do atacante Guilherme, por US$2,4 milhões e US$3,6 milhões, respectivamente.


No dia 30 de junho deste ano, o Atlético vendeu Caçapa ao Lyon, da França, por US$5,25 milhões. O clube mineiro, porém, não honrou integralmente o repasse que deveria fazer ao sócio.

Após várias tentativas de acordo, a WRV moveu na terça-feira passada uma ação de execução contra o clube, solicitando como garantia o arresto de bens móveis e imóveis, inclusive contas bancárias dos Executados.

A empresa exige US$ 4 milhões por 60% do passe de Guilherme (incluídos 12% de juros ao ano), US$2,55 milhões pelos de Caçapa e US$1,2 milhão de multa pelo descumprimento contratual, o que totaliza aproximadamente US$ 7,8 milhões.

Com o desconto dos US$ 2 milhões já liquidados pelo Atlético, a dívida cai para US$5,8 milhões, tendo o clube 24 horas para pagar. Caso contrário, a penhora de bens já está autorizada pela Justiça.

Nenhum membro da atual diretoria do clube mineiro, que deve recorrer da decisão, foi encontrado pelo LANCE! para comentar o assunto

Quem é Márcio Lacerda

Acho que todo mundo já sabe que o Márcio Lacerda está envolvido no esquema do Mensalão.
Mas o que poucos sabem é como esse candidato conseguiu formar o seu patrimônio de R$55 milhões.
A matéria abaixo foi publicada no NovoJornal (www.novojornal.com.br).
Curiosamente, dois dias depois, o Ministério Público, por solicitação de Aécio Neves, resolveu tirar o site do ar.

QUEM É MÁRCIO LACERDA?

Com a aprovação de seu nome como candidato do PSB, em aliança com o PT, para a sucessão municipal em Belo Horizonte , começa a vir à tona denúncia envolvendo o atual secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Marcio Lacerda (PSB).

Segundo uma das denúncias, o crescimento patrimonial de Marcio Lacerda ocorreu quando o mesmo comandava as empresas de telecomunicações Construtel e Batik, de sua propriedade, nos anos 80 e 90.

Neste período, seu principal contato era Roberto Lamoglia, que esteve na direção da Telemig, posteriormente, na da Telebrás.

À época, a Telemig esteve entregue a Saulo Coelho.

A Polícia Federal abriu, no período, inquéritos para apurar irregularidades que envolvia diversos personagens do PSDB e outros que migraram para o PTB.

A Construtel chegou a faturar em 1998 US$ 255 milhões. Com a privatização das empresas do setor de telefonia, os negócios de Marcio Lacerda começaram a cair.

Os lucros despencaram abruptamente. Em 2004, o faturamento da Construtel foi de R$ 2,4 milhões. Logo depois, ele vendeu a Batik e desativou a Construtel.

A correspondência encaminhada ao Novojornal, acompanhada de documentação, comprova o superfaturamento no fornecimento das centrais telefônicas de suas empresas à Telemig e à Telebrás, demonstrando ainda que Marcio Lacerda dividia parte dos "lucros" com o então diretor das estatais, Roberto Lamoglia.

A documentação é extensa e envolve outros políticos e ex-políticos mineiros do PSDB, PTB e PP. As informações são tão graves que antes de divulgar o nome dos envolvidos Novojornal decidiu por solicitar pareceres e certidões.

O esquema montado por Marcio Lacerda chegou, inclusive, a ser questionado pelo Tribunal de Contas da União e por entidades representativas dos setores patronal e sindical.

Subscritores da denúncia, à época, e atuais integrantes do grupo que encaminhou a documentação para o Novojornal alegam que o fazem na defesa do patrimônio público, acrescentando: "Lacerda, naquela época, não ocupava nenhum cargo público. No entanto, conseguiu se enriquecer fazendo negociatas com empresas públicas. Imaginem este senhor no cargo de prefeito de Belo Horizonte! Não vai sobrar para ninguém."
Doações

Preferido do governador tucano de Minas Gerais e do prefeito de BH, Fernando Pimentel (PT), para ser candidato da pretendida aliança eleitoral PSDB-PT na capital mineira, Marcio Lacerda doou para campanhas eleitorais o valor de R$ 1,15 milhão em 2002.

As doações foram feitas em nome de Marcio Lacerda (R$ 750 mil) e da Construtel Projetos e Construções (R$ 400 mil).

Em 2002, o generoso Marcio Lacerda doou a Ciro Gomes, candidato a presidente pelo PPS, a quantia de R$ 950 mil - 82% do total arrecadado.

Não por outro motivo, ele foi escolhido por Ciro para ocupar o cargo de secretário-executivo do Ministério da Integração Nacional.

O segundo maior beneficiado, com R$ 100 mil, foi o presidente do PPS, Roberto Freire (PE), candidato a deputado federal naquela ocasião.

Também receberam doações os candidatos a deputado federal pelo PPS-MG, Juarez Amorim, atual diretor da Copasa, além de Sérgio Miranda, R$ 10 mil.

O candidato a deputado estadual pelo PT-MT Gilney Amorim Viana recebeu R$ 50 mil.
Mensaleiro

Em 2005, Lacerda deixou o Ministério da Integração Nacional após seu nome aparecer como suposto beneficiário de R$ 457 mil do esquema do mensalão.

De acordo com o publicitário Marcos Valério, o dinheiro teria sido pago em duas parcelas, em 2003.

Na ocasião, o então secretário-executivo da Integração Nacional confirmou três encontros com o publicitário.

Valério registra um primeiro pagamento a Lacerda, no valor de R$ 300 mil, em 16 de abril de 2003. O segundo pagamento, de R$ 157 mil, teria sido feito dois meses depois, em 17 de junho.

Em abril de 2007, Lacerda aceitou o convite do governador mineiro para ser secretário. Cinco meses depois, ele foi filiado ao PSB pelo tucano, que já pensava em um nome de um partido neutro para uma aliança PSDB-PT.

O deputado federal e presidenciável Ciro Gomes (PSB-CE) é um dos que trabalha pela aliança.

Denúncias de Manfredo Palhares

Retirado da comunidade do Galo no orkut:

A insatisfação do conselheiro Manfredo Palhares não se limita as atuações do Atlético dentro das quatro linhas, mas a seu quadro financeiro, que ele classifica de “irreversível”, a não ser que haja averiguação das irregularidades. Com pesar perceptível na voz, o conselheiro revela: “O Atlético Mineiro faliu”. Palhares veio ao jornal Edição do Brasil munido de documentação e relatos que revelam os fatores e responsáveis por levar o Atlético ao atual crítico quadro financeiro. As declarações do conselheiro Manfredo Palhares , são baseadas no trabalho de uma investigação realizado por ele no clube sobre os últimos 13 anos. Quaisquer esclarecimento judicial, deve ser tratado com o próprio Palhares, que se diz munido para provar judicialmente e em qualquer aspecto suas declarações. O jornal Edição do Brasil reproduz os principais trechos da entrevista concedida pelo conselheiro, que detalha o começo da chamada “dívida impagável” atleticana.


O começo do déficit nas finanças do Clube:

“Em 1995 o então presidente Afonso Paulino deixa o clube para seu sucessor, Paulo Cury com um passivo (dívida) de aproximados R$ 3,6 milhões. Nessa época, o Paulino tinha revelado o Reinaldo (não o rei) e teve uma proposta de R$ 4 milhões por ele. Se o Afonso Paulino tivesse vendido o atleta, teria recursos para pagar o passivo. Mas Paulino preferiu segurar Reinaldinho para uma maior valorização. Só que Paulino deixou o clube, e em seu lugar entrou Paulo Cury que serviu de ponte para a entrada de uma quadrilha. Desde então praticaram estelionato, crime de usura e peculato.. Paulo Cury liquidou com o Atlético Mineiro, não prestava contas ao Conselho, que era comandado pela omissão do então presidente, o Sr. Cecivaldo Bentes, o Tite. No fim de sua gestão, Cury já estava bastante complicado judicialmente, foi quando, lançou Nélio Brant para a disputa eleitoral no Atlético. Esse rapaz, que era do Banco Rural, havia emprestado, inclusive, um dinheiro ao Galo (R$ 150 mil). Sua administração foi um escândalo.

Em um curto período de seis meses, esse indivíduo abriu 22 duas contas no Banco Rural em nome do Atlético, sendo que apenas uma efetivamente tinha movimentação financeira. Realizou também uma grande quantidade de contratos podres, perceptivelmente adulterados. Eu tenho alguns desses contratos. Havia uma denúncia no MP para averiguação disso tudo, mas a investigação que ia de vento em pouca parou em 99, quando o então promotor encarregado do caso foi inexplicavelmente afastado. Com a entrada de Alexandre Kalil as coisas se complicaram de vez. Cansei de pedir para esse senhor relatórios sobre a situação financeira do Galo, mas ele nunca forneceu, nem sequer respondeu. A entrada nos Conselhos fiscal e deliberativo de Kalil, Jarbas Soares e Manoel Saramago pacificaram as investigações que estavam ocorrendo no clube”, diz Palhares.


Aumento insustentável da dívida e supostos esquemas:

“Por incidência do destino, dois bancos que haviam executado o Atlético, por conta do não pagamento de dívidas (BMG e Rural) entram na política do clube, através de seus representantes (Nélio Brant e Ricardo Guimarães), e juntos proporcionam um dos maiores roubos da história do futebol brasileiro. O Sr. Ricardo Guimarães é um individuo, hoje, indiciado pela Procuratória Geral da República. Ele abriu mão da administração em 2004 para se dedicar a seus negócios com o Zé Dirceu, acordou na última hora. Mas em 2005, ano que estoura o esquema do “mensalão”, o Sr. Ricardo Guimarães deixa o Clube cair para a Segunda Divisão. Sobre o dinheiro que ele colocou dentro do Galo, tenho diversos protocolos pedindo um detalhamento, valor real das coisas. Segundo estimativa de Alberto Lima Vieira, o Ricardo Guimarães, em 2009, terá R$ 130 milhões para receber do Atlético. A torcida quer saber quais os juros destes empréstimos, dizem que é de 2% , mas a constituição permite apenas 1% nesses casos”, revelou Manfredo.

Objetivos dos causadores da “dívida impagável”:


“Eles querem chegar a um ponto que o Atlético tenha com eles R$ 200/300 milhões em dívidas para ficarem com o Diamond Mall. Isso não pode acontecer, é um patrimônio do Atlético desde 1927. Eles processam o Atlético no passado por causa de R$ 150 mil reais, porque sabiam que o Clube não tinha condições de pagar. Como eles querem receber agora, R$ 130 milhões? Qual o motivo de eles colocarem sal em carne podre? Temos que ver isso, eles sempre souberam que o Clube não tinha receita nem como pagar, mesmo assim injetam dinheiro em suas gestões. O pior é que os que fizeram isso com o Atlético, ao invés de serem punidos foram condecorados Conselheiros Beneméritos. Esses conselheiros já estão sendo infiltrados para favorecer uma eventual utilização do Diamond Mall para pagar a dívida com eles contraída”, denunciou Manfredo Palhares.


Atual cenário político (gestão Ziza Valadares):

“Esse rapaz não serve para dirigir o Atlético. Primeiro não tem competência. Ele tem que largar o cargo. Isso não é praia para ele. O engraçado, é que antigamente eu o pedi para assinar um pedido de auditoria, na época, ele me respondeu que não queria entrar para a política no clube. Eis que tempos depois ele entra, primeiro como diretor de futebol e depois como presidente”, disse o conselheiro.

Ainda de acordo com Manfredo Palhares, a dívida do clube, hoje, exorbita em torno dos R$ 400 milhões.

Atuação do Conselho Deliberativo atualmente:

Em reunião na última sexta feira, o Conselho Deliberativo do Atlético pediu o licenciamento de Ziza Valadares da presidência do Clube. Manfredo Palhares, em sintonia com a decisão, fez um apelo ao chefe do Conselho Deliberativo atleticano. “Dr. João Batista Aldirzoni peço ao senhor: Faça a auditoria, ouça a voz do povo. Largue as pressões e ouça a instituição. Nosso presidente do executivo já foi chamado de ladrão durante reunião do Conselho, eu tenho a ata. O problema já esta ficando social, as crianças não querem mais torcer pelo Atlético. Vamos banir e expulsar toda essa gente do nosso Galo. O senhor tem grande chance de se perpetuar como homem que salvou o Atlético Mineiro”, finalizou Manfredo Palhares.

Raios-X das últimas administrações:

Segundo estimativas de Palhares e de alguns profissionais da imprensa, o Edição do Brasil fez um detalhamento quadro-a-quadro das administrações citadas pelo Conselheiro. Nesses últimos 13 anos, o clube ganhou apenas seis títulos, mas aumentou sua dívida em mais de 100%. Confira do infográfico feito pelo departamento de arte, o detalhamento dos presidentes que passaram pelo Galo, entre 1995 e 2007, suas conquistas e estimativa da dívida durante as gestões.

Aumento da divida com Ricardo Guimarães

http://www.novaimprensa.inf.br/passadas/467/esporte.html

No fundo do poço

Auditoria revela que dívida do Atlético na presidencia de Ricardo Guimarães, pode subir a mais de 300% em 4 anos

“Parece-nos que, a persistir a presente situação, a dívida do Clube Atlético Mineiro para com terceiros, tornar-se-á impagável, o que resultaria, ao cabo, em cessão de patrimônio imobiliário ao clube, solução totalmente desaconselhável”. É este o parecer preocupante dado pelo Conselho Fiscal do Atlético, presidido por Alberto de Lima Vieira, sobre a situação financeira do clube, que atualmente, estima-se, tem uma dívida que giram em torno de R$ 150 milhões, boa parte dela oriunda de decorrentes juros que se acumulam mês a mês na conta da entidade, que firmou diversos contratos de empréstimos financeiros nos últimos anos. Os levantamentos da Auditoria compreendem o período de janeiro à setembro de 2005.
A situação catastrófica do Atlético se agrava a partir do momento em que o clube não tem receita para cobrir esses encargos mensais. De acordo com a Auditoria feita pelo Conselho Fiscal do clube – e que foi entregue a todos os conselheiros na reunião do Conselho Deliberativo de 19 de dezembro último – a dívida atleticana apenas com “empréstimos e financiamentos”, entre 31/12/2003 e 30/09/2005 (data do último balancete), subiu de R$ 30.563,425,00 para R$ 64.340.087,00.
Ainda de acordo com a Auditoria, nesse quadro, a dívida do clube para com Ricardo Annes Guimarães (atual presidente do CAM), que constou das demonstrações financeiras de 31/12/2004 pelo saldo de R$ 23.818.373,35 atingiu, no mesmo balancete de 30/09/2005, o valor de R$ 40.012.372,70 – um incremento de 67,99% em apenas nove meses.
Baseando-se neste montante, o Conselho Fiscal estimou que a evolução da dívida do Atlético com seu presidente, em 4 anos, atingirá a casa dos R$ 130 milhões, levando-se em consideração somente os acréscimos com juros de 2,35% ao mês sobre a dívida corrente, e perfazendo uma situação de que o clube não mais recorreria à empréstimos pessoais junto à Guimarães neste período.
De posse dos documentos levantados pela Auditoria, o conselheiro Manfredo Palhares (que denunciou as supostas irregularidades de empréstimos feitos pelo Atlético para o Ministério Público em agosto/2005) exaltou o trabalho feito pelo Conselho Fiscal: “Felizmente as denúncias começaram a surtir efeitos positivos. Coube ao senhor Alberto Lima Vieira pedir uma auditoria em cima de todas as denúncias, porque ele também detectou irregularidades dentro do Atlético, pois ele se trata de uma pessoa muito séria e na área tributária é um dos melhores profissionais do país”, ressalta Manfredo, que relata que os levantamentos feitos pelo Conselho Fiscal vão de encontro com suas denúncias: “Nessa Auditoria nota-se todas as nossas suspeitas do envolvimento financeiro de pessoas físicas e jurídicas botando dinheiro dentro da instituição [Atlético]. Faliram o Atlético”, diz.
Pelo menos seis ‘credores’ chamaram a atenção do conselheiro, no que tange os juros que vêm se acumulando mês a mês. O principal credor do Atlético é seu atual presidente, Ricardo Guimarães, que no levantamento exaurido pelo Conselho, é detentor de boa parte do montante da dívida do clube: “Dentro da pessoa física, o Ricardo Guimarães tem verdadeiras fortunas mensais dentro do Atlético Mineiro. Em sua pessoa jurídica (Banco BMG), coincidentemente não existe nenhum registro. Existem sim registros de outros bancos, como o Rural, e de outras pessoas físicas. Só no mês de janeiro/2005, o Ricardo recebe R$ 536.723,07. Já em setembro/2005 [último mês analisado na Auditoria], a dívida mensal para com ele já chega aos R$ 887.586,29 em apenas uma nota. A projeção atual é que o Atlético deva ao Ricardo cerca de R$ 40 milhões, isso só na pessoa física, que não é um agente credenciado legalmente para fazer empréstimos. Isso é crime de usura (contrato de empréstimo com a cláusula em que o devedor se obriga ao pagamento de juros – lucro exagerado), vai pro Ministério Público e pra Polícia Federal, é crime”, ataca Manfredo, que cita outros credores suspeitos: “Acontece que não é apenas o Ricardo que faz esse tipo de empréstimos como pessoa física. Outras pessoas, como o Sr. Edeferson Nilton de Araújo também recebe como pessoa física. Existem diversos empréstimos em nome do Sr. Evandro de Pádua Abreu. Outros diversos empréstimos da Erkal Engenharia, que recebe uma média de R$ 100 mil por mês. Tem uma tal de Coelho & Coutinho que também recebe dinheiro do Atlético, cerca de R$ 170 mil por mês. O fato mais curioso é que eles não devem estar recebendo esse dinheiro porque o Atlético não tem recursos para pagá-los e estes empréstimos estão acumulando como uma bola-de-neve e daqui a pouco o clube vai ter uma dívida na ordem de R$ 200 milhões. Suspeito também de empresas como a Indusval e a Intermedium, que são entidades pouco conhecidas no mercado financeiro. Estas duas se tratam de pessoas jurídicas, mas temos que procurar saber quem são seus donos. Nunca vi uma empresa de engenharia [Erkal] emprestar dinheiro”, denuncia.

Omissão
Palhares continua com a tese de que o Conselho Deliberativo do clube, do qual ele faz parte, mesmo com toda a situação calamitosa que atravessa o Atlético, continua omisso. O conselheiro se baseia no fato de todos os outros conselheiros terem recebido a mesma documentação da Auditoria, há mais de um mês, e ninguém até agora haver denunciado ao Ministério Público ou à imprensa as altas taxas de juros que vencem na conta atleticana mensalmente: “Eu fico surpreso, porque toda essa papelada foi entregue aos conselheiros que estiveram presentes na última reunião do Conselho Deliberativo (19/12/2005) e nenhum conselheiro fez barulho com isso. Conselheiros como o Emanuel Carneiro, que é diretor da Rádio Itatiaia, maior veículo de comunicação esportiva de Minas Gerais, recebem esses documentos e não falam nada. Todo documento chega em mãos dele, e rápido. A sede da rádio dele fica a menos de 10 quilômetros da sede do Atlético. Ele com o veículo que tem na mão, deveria cumprir seu papel de denunciar todas essas irregularidades, é dever dele como conselheiro e jornalista. Outro também é o Jader Anatório Lima, que é diretor da Rádio Inconfidência e conselheiro do clube. Ele também deveria fazer uso do veículo que ele tem para denunciar o que está acontecendo”, frisa Palhares, que por questões pessoais não comparece às reuniões do Conselho, o que de fato, retarda seu acesso às documentações nelas apresentadas.
Manfredo avisa que, nos próximos dias, o Ministério Público estará recebendo essa nova documentação: “Essas pessoas físicas não são credenciadas para fazer o que estão fazendo. O Ministério Público irá decretar para a União, e certamente será encaminhado em seguida para a Receita Federal. Detectamos que esses empréstimos irregulares só fazem do Atlético a vítima. A dívida que eu achava que o clube tinha com o Banco BMG na verdade é com o Ricardo. É uma lástima. A responsabilidade é da administração do clube, porque o Atlético é uma entidade sem fins lucrativos e infelizmente ela só dá prejuízo, porque eles (dirigentes) só têm competência pra isso”, finaliza.