quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Festival de pergunta retórica

Essa tirinha é muito boa!

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Uma lista interessante

Achei aqui: http://www.verbeat.org/blogs/bunker/2009/07/o-que-aprendi-ou-untitled.html

... e copiei ...

Achei essa lista que escrevi há uns meses. Era pra ser algo pro meu "filho não nascido". Besteira, na verdade era pra mim mesmo.

Escrevi isso pra dizer umas coisas que já fiz e outras que não fiz. Não são conselhos ou algo assim. São coisas que achei importante lembrar.

Segue. Eu conversando comigo mesmo:

  • Quando estiver olhando pra uma garota, faça com que ela se sinta como a única coisa viva na face da terra. Muitos ignoram esse pequeno detalhe com medo de perderam sua pose de macho. Mas você saberá que está conquistando algo ali. Isso é o que importa. Ela vai saber também.
  • E elas sempre sabem de tudo. Não se engane.
  • Você não vencerá sempre.
  • A assistir um filme [ou qualquer coisa] ruim, saia do cinema. Não volte. É uma grande sensação.
  • Não recuse um drinque.
  • Mas não ofereça um a qualquer pessoa.
  • Ao ver uma professora gostosa e fantasiar coisas incríveis durante a aula não fique assustado. Chegue nela e converse. Um dia você poderá dormir com ela - se não o fizer naquele mesmo dia.
  • Escute discos inteiros. Decore ao menos um nos mínimos detalhes. Esse disco ainda vai salvar sua vida em algum momento.
  • Na sua primeira vez, não esqueça de sorrir. Vai dar tudo errado. Mas vai ser incrível.
  • Pratique uma arte marcial. Esportes coletivos não são da nossa estirpe. Artes marciais sim. Você nunca esquecerá do dia que derrotar o seu sensei.
  • Chore em público.
  • Grite o mas alto que puder num show.
  • Quando uma garota o recusar, não entristeça. Escute hardcore. Você entristecerá com muitas coisas, garotas que te rejeitam não merecem tanta importância.
  • Escreva caso for preciso. Escreva.
  • Aprenda a se desfazer de coisas.
  • Ligue para a sua mãe de tempos em tempos. Não precisa dizer muita coisa. Apenas converse com ela.
  • Não tenha medo de andar na chuva.
  • Escute blues. Será estranho no começo. Encontre alguém pra te guiar. Esse alguém será um grande amigo.
  • Faça um mosh pit ou um stage dive. Não esqueça de fechar os olhos. Irá doer.
  • Numa briga, bata forte e rápido. Não agarre, não corra. Não se deixe cair. Levante mesmo que seja para apanhar.
  • Ame alguém com todas as suas forças.
  • Odeie alguém com todas as suas forças.
  • Nunca leia um livro que você não possa carregar na mochila.
  • Carregue um livro na mochila.
  • Ligue pra uma garota de madrugada. Fale que quer dormir com ela.
  • Corra. Sempre que for necessário corra. Você tem que ser capaz de correr quarteirões.
  • Se um amigo sofrer algum acidente, vá até o hospital. Leve um disco ou livro pra ele. Não precisa conversar. Ele também estará assustado.
  • Um dia você precisará jogar tudo fora. Jogue. São apenas coisas.
  • Num beijo no escuro sempre abrace a garota, faça ela sentir que você está ali e que seus braços estão ao seu redor.
  • Quando uma garota suspirar de tesão no seu ouvido não sinta-se confiante demais. Mas sorria.
  • Reconheça suas vitórias. São mais comuns do que parecem.
  • Trepar é uma questão de ritmo, força e fôlego. E você consegue entender isso tudo escutando música.
  • Sexo é fúria. Faça sexo como se você fosse morrer após o orgasmo.
  • Vista-se com coerência. Não chame atenção, não há necessidade.
  • Aprenda a cozinhar ao menos um prato.
  • Se jogue de um barranco na água. De olhos abertos.
  • Quando uma garota estiver se afastando grite "ei, eu te amo" para que todo mundo ouça.
  • Não, ela não achará idiota.
  • Acorde aos poucos. Aprenda a tomar café.
  • Mantenha o foco em conversas.
  • Ao reconhecer um idiota, deixe-o sozinho.
  • Ao ver uma briga, nunca se meta no meio. Todavia, se um amigo estiver nela, nem precisa pensar duas vezes.
  • Assista e leia o Poderoso Chefão. Várias vezes.
  • Faça listas.
  • Ignore listas.
E no final das contas:

"As the great warrior poet Ice Cube once said: 'if the day does not require an AK, it is good.'"

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Software Livre

Então, fiquei com vontade de escrever sobre Software Livre hoje. Para colocar o contexto da minha postagem, ontem participei do Google Open Source Jam aqui em Belo Horizonte - Minas Gerais. Além disso trabalho num projeto que terá o código fonte publicado assim que o CD for distribuído (pois estou trabalhando no código do YAST que é GPL).

O open source jam foi bastante divertido , mas senti falta das pessoas colaborarem mais. Na verdade as maiores dicussões foram relacionadas a problemas nos projetos dos outros do que a soluções.

Fiquei pensando que falta uma união maior aos desenvolvedores de SW-livre. Aparentemente, as pessoas ficam mais preocupadas em mostrar o "tamanho do pau delas" ao invés de tentar ajudar as coisas a melhorarem.

Coitado dos caras do CEFET que criaram um sistema de distribuíção de imagens via torrent, fizeram uma solução FODA, mas quase foram apedrejados, pelo menos eu senti assim.

A reação das pessoas desdenhando das soluções propostas foi triste. As brigas entre GNOME X KDE, GLP X BSD, micro-kernel x kernel-monolitico, etc são ridiculas! O pessoal tem que ser mais prático e tentar resolver os problemas sem frescura. O mundo real prefere soluções, independentes se elas estiverem em Assembler ou python (considerando as duas pontas de linguagems - Vou levar pedradas, o povo vai soltar ML, haskel, falar de JAVA.. )


Enfim.
Precisava de desabafar isso, bom que tenho um blog que ninguém lê. :-)

VAMOS COLABORAR GALERA! e não ficar medindo quem sabe mais de determinado assunto de SW livre.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Análise da proposta de renovação do arrendamento do Diamond

Realmente, a proposta atual é uma merda... vejam mais em: http://www.naorenovediamondgalo.hpg.com.br/index.htm

Basicamente, o galo deixará de ganhar R$185 milhões de reais se aceitar a proposta da Multiplan. Acho que deve-se apresentar uma contra-proposta com base na análise ou não aceitar e esperar o contrato terminar.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Configurando X no Asus EeePC900

O Asus EeePC 900 possui uma série de peculiaridades na sua configuração de vídeo, para utilizar a resolução de 1024x600, coloque o seguinte conteúdo no arquivo /etc/X11/xorg.conf:

# generic XFree86 4.x configuration file

Section "Files"
FontPath "/usr/share/fonts/truetype/"
FontPath "/usr/share/fonts/uni/"
FontPath "/usr/share/fonts/misc/"
InputDevices "/dev/input/mice"
EndSection

Section "ServerFlags"
Option "AllowMouseOpenFail"
Option "BlankTime" "0"
EndSection

Section "Module"
Load "dbe"
Load "glx"
Load "dri"
Load "extmod"
Load "synaptics"
EndSection

Section "InputDevice"
Driver "kbd"
Identifier "Keyboard[0]"
Option "Protocol" "Standard"
Option "XkbRules" "xfree86"
Option "XkbKeycodes" "xfree86"
Option "XkbModel" "pc104"
Option "XkbLayout" "us"
EndSection

Section "InputDevice"
Driver "mouse"
Identifier "Mouse[1]"
Option "Protocol" "explorerps/2"
Option "Device" "/dev/input/mice"
EndSection

Section "Monitor"
Identifier "Monitor[0]"
VendorName "ASUS"
ModelName "Eee PC P900"
Modeline "1024x600" 48.96 1024 1064 1168 1312 600 \
601 604 622 -HSync +Vsync
EndSection

Section "Device"
Driver "intel"
VendorName "Intel Corporation"
BoardName "Mobile 915GM/GMS/910GML Express Graphics \
Controller"
BusID "PCI:0:2:0"
Identifier "Device[0]"
EndSection

# Screen Section for module X support
# -------------------------------------
Section "Screen"
DefaultDepth 16
SubSection "Display"
Depth 16
Modes "1024x600" "800x600"
EndSubSection
SubSection "Display"
Depth 24
Modes "1024x600" "800x600"
EndSubSection
SubSection "Display"
Depth 32
Modes "1024x600" "800x600"
EndSubSection
SubSection "Display"
Depth 8
Modes "1024x600" "800x600"
EndSubSection
Device "Device[0]"
Identifier "Screen[0]"
Monitor "Monitor[0]"
EndSection
Section "DRI"
Mode 0666
EndSection



Section "ServerLayout"
Identifier "Layout[all]"
InputDevice "Keyboard[0]" "CoreKeyboard"
InputDevice "Mouse[1]" "CorePointer"
Option "Xinerama" "off"
Screen "Screen[0]"
EndSection

As linhas que contem um \ devem ser juntadas para dar certo. Coloquei o \ porque essa porcaria de blog nao quebra linha. :-)

terça-feira, 19 de maio de 2009

Viagem do Azeredo

Mais sobre o projeto "bacana" do Azeredo:
http://tuliovianna.wordpress.com/2009/05/17/o-que-ha-de-errado-com-o-projeto-azeredo/

Reprodução do texto:

"Uma rápida síntese das críticas que fiz ao Projeto de Lei de Crimes informáticos no debate de sexta-feira com o Sen. Azeredo:

1. Crimes informáticos NÃO são crimes contra a incolumidade pública. Crimes contra a incolumidade pública têm como nota característica a indeterminação do alvo, podendo gerar perigo comum a um número previamente incalculável de pessoas ou coisas não individualmente indeterminadas (Cf. HUNGRIA, v.IX, p.10). São exemplos de crimes contra a incolumidade pública: incêndio (art.250 CP), inundação (art.254 CP), epidemia (art.267 cp), etc. Crimes informáticos são crimes contra a privacidade e devem ser colocados entre os crimes contra a liberdade individual, como por exemplo violação de domicílio (art.150 CP), violação de correspondência (art.151 CP) e divulgação de segredo (art.153 CP).

2. O novo art.285-A proposto pelo projeto Azeredo exige para a tipificação do crime de acesso não autorizado a sistemas computacionais que haja “violação de segurança”, protegendo apenas computadores com “expressa restrição de acesso”, o que NÃO é o caso da maioria dos computadores dos usuários comuns. Se o usuário não manifestar EXPRESSAMENTE sua vedação ao acesso por parte de terceiros (como isso seria feito, não me perguntem…), o crime não existirá.

3. A pena prevista para o acesso não autorizado é de 1 a 3 ANOS de prisão, completamente desproporcional aos demais artigos do Código Penal. Compare-a, por exemplo com a pena da violação de domicílio que é de 1 a 3 MESES. O legislador pune com muito maior rigor a violação de um computador que a violação de um domicílio. Desnecessários maiores comentários.

4. Os arts.285-A, 154-A, 163-A, 339-A trazem um parágrafo único que estabelece um aumento de sexta parte da pena, caso o usuário use nome falso para a prática do crime, o que, por óbvio, inviabilizaria a aplicação da pena mínima já que certamente ninguém será suficientemente tolo a ponto de usar seu nome verdadeiro para a prática de crime.

5. O art.16 define como “dispositivo de comunicação” qualquer meio capaz de processar, armazenar, capturar ou transmitir dados utilizando-se de tecnologias magnéticas, óticas ou qualquer outra tecnologia. São, portanto, dispositivos de comunicação, para o legislador: disco rígido, CD, DVD, pen-drive, etc. Terrível!

6. O art.21 exige que o o provedor de acesso armazene por 3 anos os dados de endereçamento de origem, hora e data da conexão efetuada, o que, na prática, equivale a inviabilizar completamente a existência de redes wifi abertas, dificultando a inclusão digital e violando a privacidade dos usuários que terão seus dados de conexão à Internet rastreados pelos provedores de acesso, em nítida violação ao art.5º, X, da Constituição da República. Além disso, a medida é ineficaz, pois criminosos experientes poderiam usar técnicas para camuflar seus rastros.

7. A convenção de Budapeste foi criada e pensada na Europa para tutelar os interesses de países ricos que possuem imensa quantidade de produção intelectual protegida pelos direitos autorais. Não há qualquer razão plausível para o Brasil aderir a esta convenção que, por óbvio, não foi encampada por China, Rúsisa, Índia, Argentina e outros países em desenvolvimento.

8. O principal argumento do senador para sustentar a necessidade de aprovação do projeto de lei é o aumento das fraudes bancárias na Internet, o que gera um alto custo para os bancos. Não será vigiando os usuários, porém, que se evitará as fraudes, pois os sistemas de segurança dos bancos são bastante rudimentares e inseguros. Se o problema são as fraudes bancárias, sugeri ao senador que ele propusesse uma lei CIVIL obrigando os bancos a adotarem a assinatura digital como tecnologia de segurança para o acesso a transações bancárias, o que inviabilizaria praticamente 100% das fraudes bancárias de que temos notícia hoje em dia, sem necessidade de qualquer lei penal. Os bancos atualmente não adotam a assinatura digital, pois é mais barato para eles arcarem com os eventuais prejuízos de fraudes de seus clientes do que com os custos da assinatura digital para todos os usuários (claro que, nesta análise econômica, eles desconsideram os transtornos causados aos clientes).

9. Outro argumento do senador em defesa de seu projeto é a “pedofilia na Internet”. Argumentei, no entanto, que o problema da pedofilia não é virtual, mas real e qualquer política séria (e não midiática) de combate a ela deve ser efetivada onde os estupros destas crianças estão ocorrendo. Não se leiloam virgindades de crianças às escondidas, pois evidentemente é necessário o mínimo de publicidade para que os eventuais interessados possam comparecer ao local para dar seus lances. Aliás, basta andar à noite nas ruas das grandes cidades brasileiras, especialmente nas turísticas, para perceber que o combate à pedofilia deve começar nas ruas e não na Internet, pois são lá que as fotos são tiradas. Pedofilia não é um crime informático; é um crime sexual praticado fora da Internet e é lá que ele deve ser combatido.

10 Em síntese, a lei é ineficaz, pois enquanto não for adotada a assinatura digital as fraudes bancárias continuarão acontecendo e enquanto a polícia não for à rua para combater a pedofilia, os estupros de crianças continuarão ocorrendo. Por outro lado, a lei dificulta a inclusão digital, pois inviabiliza as redes wi-fi abertas e invade a privacidade dos usuários da Internet ao obrigar o armazenamento de seus logs por 3 anos, o que poderia facilmente ser camuflado por um criminoso informático experiente."

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Enem e vestibular, criaram um monstro

Bom, simplificar e unificar a forma de entrada nas Universidades do país é muito importante. Cada vestibular tinha uma forma e isso confundia a cabeça dos alunos. Além de obriga-los a fazer inúmeras provas.

Agora, usar o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) como critério, acredito que seja um erro. A parcela de alunos que prestam vestibular, mas que não estão mais no ensino médio é enorme. Ou seja, um Exame criado para avaliar a qualidade do ensino médio, será usado para avaliar a qualidade dos alunos. Houve uma inversão de valores.

Imagine uma pessoa com Doutorado, que resolve fazer vestibular para um novo curso superior, o que essa pessoa tem a ver com a qualidade do ensino médio? NADA!

O remendismo do Brasil, o famoso jeitinho, está falando mais alto mais uma vez.

http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_22/2009/05/15/em_noticia_interna,id_sessao=22&id_noticia=110537/em_noticia_interna.shtml